17.11.12

tudo o que faço, faço para ser feliz. ponho quilos de amor em acções ocasionais e sinto saudades de coisas tão banais como beber um simples café numa tarde de inverno. estranho, sou tão ligada à simplicidade da vida e continuo a achar, desde pequenina, que as melhores coisas da vida, não são coisas. são gestos, palavras, atitudes, olhares, simples olhares, simples atitudes, simples palavras e gestos... gestos simples também. até porque eu também sou simples e é nessa simplicidade que entro em comunhão com tudo aquilo que me faz sentir completa. nunca precisei de grandes artifícios para me sentir cem por cento feliz. mas também... raras foram as vezes que me senti completamente feliz. porque para isso eu tenho que me bastar a mim mesma e há momentos, muitos, em que a gente precisa de algo mais, que não encontra em qualquer lugar, nem em qualquer altura. aliás, a gente sempre precisa do que não há. e vive à procura do que não existe e do que não se vê... é por isso que as melhores coisas da vida muitas vezes se perdem com uma rajada de vento, num dia cansado vencido pela ordem do destino. grande livro que dava a minha vida de adolescente. tão banal, mas tão especial ao mesmo tempo. tantos momentos, mas tão poucas palavras para os descrever. e sempre tive um sonho, aquele de fazer de mim um livro, mas um livro pequeno. juntar as folhas que vou juntando ao meu caderno de apontamentos. incrível, como a minha letra sempre muda de um dia para o outro. tal como eu. tal como as coisas. tal como tudo. e sempre que sinto curiosidade de mim, eu leio a primeira folha que escrevi e aí eu digo a mim mesma "tanta coisa que eu fui e já não sou, e tanta outra que eu sou e nunca pensei vir a ser". tenho tantas saudades de mim, acho sinceramente que me perdi enquanto fui vivendo estes anos... poucos, mas tantos, ao mesmo tempo. a minha vida é mesmo uma antítese, um pedaço de um filme que nunca terminei, uma telenovela que não sou capaz de acabar e uma revista que nunca deixei de ler. e é fantástico como a maior parte das vezes eu me quero definir e quando dou por isso, a meio do meu livro, só encontro páginas em branco... e das pessoas que tive, nem elas sabem quem eu sou. das que tenho, pouco sabem de mim. e das que nunca possuí, falam de mim, como se me conhecessem à mil anos. um dia, pode ser que num dia de sol, eu me venha a conhecer.

Sem comentários:

Enviar um comentário

ohh muito obrigada dsd já por me visitars, mas um especial agradecimento por deixares a tua opiniao :) beijinho